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Panama Papers são 2.6 TB de documentos vazados que revelam rede global de corrupção


O mundo acabou de presenciar o maior vazamento de dados da história: um caso que ficou conhecido como Panama Papers expôs mais de 11 milhões de documentos, equivalente a 2,6 TB, que ligam políticos, celebridades, atletas e organizações numa rede global de corrupção.
Porém, pelo o que foi divulgado até agora, não há garantias de que todas estas pessoas estavam envolvidas em atividades ilegais. Afinal, há razões legítimas para se ter uma conta em paraísos fiscais. Em países como Rússia ou Ucrânia, por exemplo, empresários depositam seus ativos em paraísos fiscais para se proteger de assaltos de criminosos em seu país ou para evitar duras restrições de divisas. O método também pode ser usado para deixar heranças e para planejamento de espólios.
Brasileiros envolvidos na Operação Lava Jato são mencionados no vazamento dos Panama Papers
Dito isso, é lógico que tem gente corrupta que usa essas estruturas para atividades ilegais. O vazamento inclui as informações de mais de 300 mil empresas que, nos últimos 40 anos, foram clientes da Mossack Fonseca, uma firma de advocacia que é a 4º maior provedora do mundo de serviços offshore – aqueles realizados em paraísos fiscais.
Entre esses clientes, foi possível traçar relações até 12 líderes e ex-líderes nacionais e 143 políticos. Ou seja, isso inclui familiares ou pessoas muito próximas que não poderiam ter adquirido tanto dinheiro de maneira legítima.
O principal até agora é Vladimir Putinpresidente da Rússia, que tem uma trilha de US$ 2 bilhões (R$ 7,2 bilhões) que pode ser traçada até ele através de um violoncelista e amigo pessoal chamado Sergei Roldugin. Eles estariam escondendo dinheiro dos bancos estatais russos em paraísos fiscais. Parte da grana foi parar num resort de ski onde a filha de Putin se casou em 2013.
Outros líderes nacionais citados na investigação são o primeiro ministro do Paquistão Nawaz Sharif, o ex-primeiro ministro interino do Iraque Ayad Allawi, o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, o primeiro ministro da Islândia Sigmundur Davíð Gunnlaugsson e Alaa Mubarak, filho do ex-presidente do Egito.

Tudo começou quando uma fonte desconhecida entregou essa imensa quantidade de documentos para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, sem pedir nada em troca – a não ser garantia de segurança e anonimato. Para processar tanta informação, eles fizeram uma colaboração com 370 repórteres de 100 diferentes organizações de mídia do planeta, de 80 países diferentes. Essa galera toda levou 1 ano para processar tanta coisa.
Entre as publicações envolvidas na investigação, estão Guardian e BBC na InglaterraLe Monde na França e La Nación na ArgentinaNo Brasil, colaboraram com a investigaçãoEstado de S. PauloUol e Rede TV. Os envolvidos dizem que há informações bombásticas o suficiente para serem divulgadas por, pelo menos, 14 dias.
O pesado vídeo abaixo, produzido pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, traça ligações entre esse mundo de negócios feitos nas sombras e o quanto isso facilita corrupção, tráfico de armas, evasão, fiscal fraudes financeiras e tráfico de drogas:
Fonte:Adrenaline