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União Europeia investirá 1 bilhão de euros em computação quântica

A Comissão Europeia - braço executivo da União Europeia - anunciou recentemente planos de investir um total de um bilhão de euros em computação quântica. A Comissão espera que esse investimento gere avanços em áreas desde criptografia e segurança das comunicações até relógios e acelerômetros ultra-precisos.
O programa de investimentos nessa área existirá ao lado de outros dois programas semelhantes da União Europeia. Um deles é voltado para pesquisas envolvendo grafeno, e o outro para investigações acadêmicas sobre o cérebro humano. Segundo a Nature, o financiamento do programa virá de uma mistura de fontes, incluindo a própria Comissão Europeia e outros investidores da Europa.
Com o investimento, o órgão europeu epera fomentar a chamada "segunda revolução quântica". A primeira revolução seria o descobrimento das leis da física quântica, que possibilitou o surgimento de tecnologias como os lasers e os transistores.
Por esse motivo, ela se focará em projetos mais próximos do mercado, como redes de comunicação quânticas, câmeras ultra-precisas e simuladores quânticos que podem auxiliar na criação de novos materiais. Em prazo mais longo, a Comissão também pretende desenvolver computadores quânticos e sensores mais precisos para dispositivos móveis com as tecnologias financiadas por meio da iniciativa.
Investimento quântico
Embora tenha sido anunciada na semana passada, a iniciativa terá início apenas em 2018. Ela será parte de um grupo de investimentos maiores da União Europeia em computação na nuvem. Ao todo, a organização supranacional pretende alocar até 2 bilhões de euros nesse projeto até o fim de 2020. Ainda de acordo com a Nature, o sucesso da iniciativa será medido pela adoção pela indústrai das tecnologias criadas por meio do investimento.
Não é apenas a União Europeia que está investindo na computação quântica. Nos Estados Unidos, empresas e instituições como o Google, a NASA, a IBM e a Microsoft também se interessam pelas possibilidades oferecidas pela tecnologia

Fonte: Olhar Digital