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Dados Móveis no Brasil.


Como funciona os pacotes de dados móveis no Brasil e de que forma é contabilizado seu uso

Há uma dúvida que tem permeado os meios de debates sobre a situação da internet no Brasil: como funciona a cobrança dos pacotes de internet móvel aqui no Brasil?

À primeira vista, essa pergunta pode até parecer inocente, porém, se a pergunta for direcionada ao público em geral, provavelmente quase ninguém saberia responder com exatidão. 

Uma primeira pergunta que pode surgir é se as empresas que vendem esses pacotes de internet de 10MB de transferência de dados realizam a contagem desses dados apenas considerando o Upload ou o Download, ou então, se o tráfego de dados seria calculado considerando ambos. 

Já é sabido dos usuários que utilizam de internet móvel o quão pouco esses pacotes duram após contratados. Como não é fácil de se obter êxito ao consultar a população, recorremos a uma rápida pesquisada na internet. Entretanto, o que parecia ser uma tarefa simples revelou-se mais complicada do que deveria ser. Ocorre que na maioria das fontes de pesquisa que o google dispõe sobre o referido assunto, as informações não correspondem umas com às outras. 

Ao buscar no órgão regulador (ANATEL) por estas especificidades , encontramos espaços para perguntas e respostas, mas nada de informações específicas que esclareçam esta questão. Nesta busca por informações de como se daria a cobrança do serviço prestado, entramos em contato com as operadoras, a fim de saber como o serviço é calculado e cobrado. Após longos minutos de espera e transferências de setor em setor, um representante da empresa alegou não ter certeza de como era feita a contabilidade dos dados. Tentamos novamente um contato com a empresa e, após todo o cansativo processo citado anteriormente para conseguir ser atendido nestes serviços, um outro funcionário nos informou que todo e qualquer dado transferido era cobrado. 

Após efetuarmos mais algumas pesquisas, confirmamos que as empresas cobram todos os dados trafegados na rede, seja upload ou download. Tudo é contabilizado no mesmo pacote. Mas surge aí uma outra pergunta: se é cobrado dessa forma, significa então que, ao requisitar uma página na web e iniciar uma transferência de dados, se o usuário ficar sem rede por qualquer motivo, lhe será cobrado pelos dados já transferidos, mesmo que a página solicitada sequer "carregou" pra ser acessada? É evidente que pagamos até mesmo pelas falhas na infra-estrutura destas operadoras.

E se, por exemplo, o usuário efetuar login no facebook, mesmo que não esteja navegando por entre páginas e perfis, isso lhe será cobrado também? A resposta, novamente, é positiva, pois o programa envia constantemente requisições apenas para poder mostrar que o usuário está online na rede social. Por mais que esta atividade "online" não represente um absurdo no que concerne à transferência de dados, o simples fato de se manter online consome, no mínimo, 1MB por dia de seu pacote de dados. Até mesmo as sincronizações de serviços do Android, WhatsApp e outros aplicativos que se usa diariamente, mesmo que não estejam sendo efetivamente utilizados, o simples fato de estarem sendo executados em seu aparelho já lhe consome dados de sua franquia. Por estas e outras que muitos usuários têm perda de dados sem estarem, de fato, usufruindo dos programas e aplicativos. Por mais que, por exemplo, você deixe seu aparelho com a tela desligada, a transferência continua acontecendo mesmo que num aparente estado de "stand-by",

Uma vez compreendido como se dá a cobrança por transferência de dados e de como este processo a ocorre mesmo quando não se percebe, aconselhamos ao usuário que desative os aplicativos quando não os estiver utilizando. Não deixe seus perfis em redes sociais como "online" apenas para ficar visível para seus contatos. Desative serviços de sincronização automática do Android. Assim você estará poupando um pouco de sua franquia de dados e, quem sabe, estará utilizando verdadeiramente um pouco do serviço pelo qual pagou. Identificamos nesta forma de serviço prestado como sendo uma relação serviço/cliente injusta, pois se considerar que estas informações, por mais simples que aparentem ser, não são algo do qual a população em geral dispõe, e que lhes poderia render menos gastos, podemos, rapidamente, concluir que as empresas, de fato, roubam seus usuários por não conhecerem como se dá a cobrança pelo serviço utilizado. Carecemos de leis que defendam os nossos direitos nesta questão em particular, algo que, ao menos, garantisse que a empresa esclareça aos seus clientes, no ato de solicitação do serviço, como se dá a cobrança e de como o cliente possa fazer um uso consciente de seu pacote de dados. Ademais, pacotes de internet representam o já explicitado: o lucro de empresas sobre seus clientes de forma que não possam, por não saberem como, controlar seus gastos num serviço de péssima qualidade. Esperamos que as informações por nós apresentadas lhes sejam úteis e faça você refletir sobre os abusos cometidos por essas empresas.