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O Conceito de Felicidade




       Para falarmos brevemente da felicidade temos que entender o seu significado em cada período da história lembrando que e a felicidade ainda continua em grande análise no âmbito filosófico, o que iremos tratar são teorias e as ideias principais em cada período para possibilitar uma visão superficial de como a felicidade foi tratada até os dias atuais.

    Esse artigo será dividido em 4 partes:

    1º Visão Clássica. (Ideia e Filósofos)
    2º Visão Medieval.
    3º Visão Moderna.
    4º Visão Contemporânea.

             Período Clássico

        Principais filósofos do Período Clássico ( 7 a.C. até 271 a.C.) que abordaram a questão da felicidade e suas ideias:

         Tales de Mileto, Demócrito



       A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens. A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga.
A referência filosófica mais antiga de que se dispõe sobre o tema é um fragmento de um texto de Tales de Mileto, que viveu entre as últimas décadas do século 7 a.C. e a primeira metade do século 6 a.C. Segundo ele, é feliz “quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada”. Vale atentar para a expressão “boa sorte”, pois disso dependia a felicidade na visão dos gregos mais antigos.
Devemos estar atentos a um conceito também em grego, felicidade se diz “eudaimonia”, palavra que é composta do prefixo “eu”, que significa “bom”, e de “daimon”, “demônio”, que, para os gregos, é uma espécie de semideus ou de gênio, que acompanhava os seres humanos. Ser feliz era dispor de um “bom demônio”, o que estava relacionado à sorte de cada um. Quem tivesse um “mau demônio” era fatalmente infeliz.
Certamente entre os séculos 10 a.C. e 5 a.C., o pensamento grego começou a considerar os maus demônios mais frequentes do que os bons e apresentar uma visão pessimista da existência humana. Não é por acaso que os gregos inventaram a tragédia. Uma expressão radical desse pessimismo nos é fornecido por um velho provérbio grego, segundo o qual “a melhor de todas as coisas é não nascer”. Foi a filosofia que rompeu com essa visão pessimista e procurou estabelecer orientações para que o homem procurasse a felicidade. Demócrito de Abdera (aprox. 460 a.C./370 a.C.) julgava que a felicidade era “a medida do prazer e a proporção da vida”. Para atingi-la, o homem precisava deixar de lado as ilusões e os desejos e alcançar a serenidade. A filosofia era o instrumento que possibilitava esse processo.

         Sócrates


   
Sócrates vai trabalhar a felicidade no âmbito da virtude e justiça, ele vive entre 469 a.C. - 399 a.C., foi responsável por um novo rumo á compreensão da ideia de felicidade, postulando que ela não se relacionava apenas á satisfação dos desejos e necessidades do corpo, pois, para ele, o homem não era só o corpo, mas, principalmente, a alma. Assim a felicidade era o bem da alma que só podia ser atingido por meio de uma conduta virtuosa e justa. Sendo que para Sócrates, sofrer uma injustiça era melhor do que praticá-la e por isso certo de estar sendo justo, não se intimidou nem diante da condenação á morte por um tribunal ateniense. Cercado pelos discípulos, bebeu a taça de veneno que lhe foi imposta e parecia feliz a todos os que assistiram em seus últimos momentos. Um grande debate entre discípulos de Sócrates, Antístenes entre 445 a.C. e 365 a.C. acrescentou um toque especial a ideia de felicidade de seu mestre, considerando que o homem feliz é o homem autossuficiente. A ideia de autossuficiência ( que em grego, se diz "autarquia"), continuaria diretamente ligado a de felicidade nos setecentos anos seguintes.

         Platão



       Em Platão vemos surgir a felicidade como uma função da alma, sendo o maior discípulo de Sócrates, que levou a especulação filosófica adiante, foi Platão que viveu de 427 a.C. até 347 a.C., que pregou sua ideia que a qual considerava que todas as coisas tem sua função. Assim, como a função do olho é ver e a do ouvido, ouvir, a função da alma é ser virtuosa e justa, de modo que, exercendo a virtude e a justiça, você obtêm a felicidade. É importante deixar claro que noções como virtude e justiça integram uma vertente do pensamento filosófico chamado ética, que se dedica á investigação dos costumes, visando identificar o bons e os maus. Para Platão, a ética não estava a limitada aos negócios públicos. Desse modo o filósofo entendia que a função do Estado era tornar os homens bons e felizes. Essa ligação entre ética e política estará mais definida na obra do mais importante discípulo de Platão, Aristóteles "Ética a Nicomaco".
   
         Aristóteles - Felicidade Intelectual



Aristóteles grande discípulo de Platão vive entre 384 a.C até 322 a.C., escreveu um importante livro "ética a Nicomaco", dedicado a seu filho que trata a questão da felicidade. Amigo de Platão que em suas palavras descreve "mais amigo da verdade", criticou o idealismo do mestre, reconhecendo a necessidade de elementos básicos, como a boa saúde, a liberdade em vez da escravidão e uma situação socioeconômica para alguém ser feliz.
Partindo de uma série de raciocínios Aristóteles concluí que a maior virtude da alma racional é o exercício do pensamento que segundo ele a felicidade chega a se identificar como atividade pensante do filósofo, cujo a visão dele também aproxima o ser humano a divindade.
Para Aristóteles, a felicidade não está ligada aos prazeres ou as riquezas, mas a atividade prática da razão. Em sua opinião, a capacidade de pensar é o que há de melhor no ser humano, uma vez que a razão é nosso melhor guia e dirigente natural. Se o que caracteriza o homem é o pensar, então esta e sua maior virtude e, portanto, reside nela à felicidade humana.
A felicidade para Aristóteles corresponde ao hábito continuado da prática da virtude e da prudência. Por sua própria natureza os homens buscam o bem e a felicidade, mas esta busca só pode ser alcançada pela virtude. A virtude é entendida como Aretê – excelência. É somente através do nosso caráter que atingimos a excelência. A boa conduta, a força do espírito, a força da vontade guiada pela razão nos leva à excelência. Dessa forma, a felicidade está ligada a uma sabedoria prática, a de saber fazer escolhas racionais na vida. É feliz aquele que escolhe o que é mais adequado para si.

Depois de Alexandre, no mundo grego ou helênico, surge 3 escolas filosóficas que vão estender até o fim do Império Romano, as chamadas Filosofias Helenísticas. Todas elas, por caminhos distintos, concluem que para ser feliz o homem deve ser não só autossuficiente, mas desenvolver uma atitude de indiferença em relação a tudo ao seu redor, sendo a felicidade para eles uma apatia que significa naquela época estar em paz calma e não no sentido patológico que temos hoje.

Vamos abordar um grande ícone desse período:

    Epicuro que irá trabalhar o prazer e salvação da Alma



Entre os filósofos do mundo helênico, pode-se citar Epicuro que viveu entre 341 a.C. até 271 a.C., para deixar claro a ideia de apatia não significa deixar de fazer tudo e sim pensar em quanto não nada em relação a realidade. O prazer é essencial a felicidade para Epicuro, cujo a filosofia também é conhecida pelo nome de hedonismo ( prazer)
Pra Epicuro a felicidade consiste na ausência de preocupações (ataraxia) e no prazer (hedoné). Não é a posse de riquezas ou a obtenção de cargos ou poder que pode nos tornar feliz, o que nos torna é a ausência de dores, a moderação nos afetos e a disposição de espírito para se manter nos limites impostos pela natureza.  Quando sentimos uma grande dor, tomamos um remédio, a imediata desaparição da dor produz insuperável alegria. Para Epicuro a alegria é a essência do bem.   Se na maior parte de nossas vidas não tivermos dores ou doenças e nem desgostos pode-se dizer que fomos felizes.  Uma vida sem preocupações e sem perturbação é o desejo de todo homem, seja ele rico ou pobre.
Para Epicuro a plena  felicidade só se pode alcançar pelo prazer. O prazer é o princípio e fim da vida feliz. Não há nada que não se resolva com um pouco de prazer. Com o prazer esquecemos até mesmo a dor. É por isso que para curar as dores do corpo nada melhor que os prazeres da alma, assim como, para curar as dores da alma nada melhor que os prazeres do corpo.

    Zenão



Para Zenão, o ser humano só pode alcançar a plena felicidade se abandonar todos os bens materiais e paixões terrenas, pois eles são os culpados de todo aborrecimento e desassossegos aqui na terra. O homem deve viver em ataraxia, ou seja, sem perturbação da alma que resulta de uma sabedoria atingida pela moderação.

             Período Medieval

Principais Filósofos do Período Medieval ( 354 d.C. até 1.300 d.C.) que abordaram a questão da felicidade e suas ideias:

Com o fim do advento da Idade Média, a felicidade desapareceu do horizonte da filosofia. Estando relacionado a vida do homem neste mundo, ela não interessou aos filósofos cristãos como Agostinho de Hipona que viveu entre 354 d.C. até 430 d.C., Anselmo de Canterbury que viveu de 1033 até 1109 e Tomás de Aquino que viveu entre 1225 até 1274, para a filosofia cristã, mais do que a felicidade o que conta é a salvação da alma então durante esse período a felicidade ficará vinculada a fé e a busca de deus para a salvação de sua alma, logo princípios da filosofia clássica serão usados para argumentação dos princípios da base da teologia o estudo de deus segundo a razão.

             Período Moderno

Principais Filósofos do Período Moderno ( 1600 d.C. até 1800d.C.) que abordaram a questão da felicidade e suas ideias:
 
No período moderno os filósofos voltaram a se debruçar sobre o tema da felicidade.
 
      John Lock que viveu entre 1632 até 1704 e Leibniz que viveu entre 1646 até 1716 se identificaram a felicidade com o prazer, porém um "prazer duradouro" e físico acreditando que a felicidade esta amplamente fixada as sensações experimentadas pelo ser com o externo, por exemplo as dores e os prazeres de atos feitos e momentos que passamos durante nossa existência.
 
         Kant


 
   Immanuel Kant viveu entre  1724 até 1804, filósofo iluminista cria a obra chamada "Crítica da Razão Prática" e definiu a felicidade como " a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida, tudo acontece de acordo com o seu desejo e vontade". Ou seja para Kant a felicidade esta ligada a suas escolhas que faz como uma reação a cada ação do próprio ser decorrente da sua experiência quanto as problemáticas da vida.
   Kant também irá trabalhar o que é chamado de direto do homem , Kant aborda que a felicidade se coloca no âmbito do prazer e do desejo, e que ela nada tem a ver com a ética e, portanto não é um tema que interesse a investigação filosófica. Sua argumentação foi tão consciente que a partir dele, a felicidade desapareceu da obra das escolas filosóficas que o sucederam.
   Porém mesmo assim, não se pode deixar de mencionar que, no mundo de língua inglesa, na mesma época de Kant, a ideia de felicidade ganhou lugar de destaque no pensamento político e buscá-la passou a ser considerada um "direito do homem", como está consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, que data de 1787 e foi redigida sob a influência do Iluminismo.
   
        Período Contemporâneo

Principais Filósofos do Período Contemporâneo ( 1900 d.C. até hoje.) que abordaram a questão da felicidade e suas ideias:

No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema com  inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo.
E em 1989, Julián Marías, espanhol e filósofo dedicou o livro importante A Felicidade Humana, com esse tema. No livro é estudada a história desse conceito, desde a Antiguidade até dias atuais; há destaque para ausência da reflexão filosófica sobre o conceito da felicidade contemporânea, que poderia ser sintoma da infelicidade do mundo. O ser humano quando é feliz é o primeiro a perceber.           A questão de discutir a felicidade através da filosofia e reflexão é importante para que seja mais claro o caminho de encontro com a mesma, buscada por todos, e independente da época e sociedade em que se vive.

     Schopenhauer



Não existe tal coisa como felicidade. Um desejo não realizado causa dor, e se cumpriu causa satisfação. É a satisfação que os outros chamam felicidade, que é basicamente negativa, pois representa nada mais que uma cessação da dor. Um desejo cumprido leva ao tédio e ao aborrecimento, resultando em muitos mais desejos, é um processo interminável.
“Toda a felicidade é negativa, sem nada de positivo; nenhuma satisfação, nenhum contentamento, por consequência, pode durar: no fundo, eles são apenas a cessação de uma dor, ou duma privação, e, para substituir estas últimas, o que vier será infalivelmente ou uma dor nova, ou então qualquer languidez, uma espera sem objeto, o aborrecimento.”

        Visão pela psicologia

    A teoria psicanalítica e a felicidade

Para entender a relação psicanálise e felicidade, precisamos resgatar alguns de seus conceitos e categorias. O primeiro deles é o desejo. O desejo é humano, demasiadamente humano. O desejo tal como é entendido pela psicanálise, não é a mesma coisa que a necessidade. Enquanto a necessidade é um conceito biológico, natural, implica uma tensão interna que impele o organismo numa determinada direção no sentido de busca de redução dessa tensão ou satisfação, logo, a auto conservação (ex.: necessidade de fome, então buscamos comida), o desejo, sendo de ordem puramente psíquica, é desnaturado e como tal pertence à ordem simbólica. Enquanto a necessidade é biológica, instintiva e busca objetos específicos (comida, água, etc) para reduzir a tensão interna do organismo, o desejo não implica uma relação com esses objetos concretos, mas sim, com o fantasma ou fantasia. Ou seja, “o fantasma é, ao mesmo tempo, efeito do desejo arcaico inconsciente e matriz dos desejos atuais, conscientes e inconscientes”
Para Freud, o desejo é o que põe em movimento o aparelho psíquico e o orienta segundo a percepção do agradável e do desagradável. O desejo nasce da zona erógena do corpo, e sem se reduzir ao corpo (soma) somente pode se satisfazer apenas parcialmente. Como já foi dito, ele realiza-se no movimento de querer-mais-e-mais. Como formula Lacan, "O  desejo é sempre o desejo de um outro desejo”. O desejo humano é algo sempre adiado, é intervalar. O desejo vive de sua insatisfação, resguardada esta estranha função: a função de insatisfação”.
O desejo jamais é satisfeito porque tem origem e sustentação da falta essencial que habita o ser humano, daquilo que jamais será preenchido e, por isso mesmo o faz sofrer, mas também o impulsiona para buscar realização – ou satisfação parcial – no mundo objetivo ou na sua própria subjetividade (sonhos, artes, projetos utópicos, fé no absoluto, etc). O que entendemos por sujeito é construído desse circuito onde a libido sempre tem um excesso que sustenta o movimento desejante. O sujeito em psicanálise é dividido; o sujeito não é o in-divíduo. Com o sujeito, faz surgir uma história com seus atos de melhoria e transformação. "É pela ação de assimilar o objeto que o homem se vê como oposto ao mundo exterior. O primeiro desejo é um desejo sensual: o desejo de comer, por exemplo, através do qual o homem procura suprimir ou transformar o objeto assimilando-o.
A felicidade não pode ser produto de uma alienação, enganação ou delírio. Os recentes estudos sobre a felicidade apontam que ela será inventada por um sujeito que aprendeu a conhecer melhor a si próprio e o mundo em que vive. “Conhecer-se a si mesmo é uma grande valia para a felicidade, tanto para termos noção mais concreta de nossas potencialidades quanto para sabermos dos nossos defeitos”.

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz" FREUD

        Visão pela ciências

Em resposta ao prazer que o cérebro produz a endorfina, hormônio que provoca sensações de anestesia e alívio.
Na realidade, a endorfina pode ser um dos mais conhecidos, mas não é o único neuro-hormônio produzido pelo nosso corpo que induz a felicidade e a calma, mas existem também a dopamina, serotonina, acetilcolina, ocitocina e endorfina, que, no geral, trazem a sensação de bem-estar ao corpo humano.
Para não nos prendermos apenas a expressão de felicidade, cito aqui alguns dos efeitos desses poderosos hormônios no nosso organismo. Exemplos deles seriam: Analgésico, calmante, regulador do sono, controlador da fome pela ansiedade e inibidor do estresse.

         Alimentos que podem entrar na sua “dieta da felicidade”:

    Chocolate amargo: contém boas gorduras e estimula serotonina com triptofano.
    Milho orgânico: rico em vitamina B6, boa para a circulação sanguínea, o que faz com que o cérebro reaja melhor;
    Proteínas: possuem triptofano que ajudam a formar a serotonina. Além das habituais (carnes), também é encontrada em grão-de-bico e feijões;
    Vegetais: couve, brócolis, rúcula e vegetais de folhas escuras liberam serotonina no organismo;
    Pimentas: causa a capsaicina, responsável por estimular o cérebro a produzir endorfina, que causa sensação de euforia;
    Aveias: contém selênio, que ajuda a produção de energia no organismo.

             Conclusão:

       Ao longo desse texto podemos notar que existe desde os tempos mais remotos até os dias atuais um profundo desejo de tentar definir o que é felicidade, seja impondo argumentos lógicos, seja delegando tal tarefa ao próprio ser, seja a ciência definindo "fórmulas" mirabolantes que prometem uma suposta felicidade ou seja a literatura vasta que ao todo momento te oferece centenas de livros de auto ajuda. Nesse contexto podemos notar que não existe uma receita que sirva a todos os seres de tal modo que qualquer tentativa de atribuir uma sequência de passos que leve um determinado ser a felicidade é falho, pois todos esses livros falham ao se basear na premissa de que somos todos iguais, o que claro para mim é uma afirmação impensada e até mesmo estupida, e feita por daqueles que não pararam para refletir que todos somos diferentes e que aquilo que te faz feliz pode não me fazer. Ainda podemos acrescentar o fato de que somos seres mutáveis com o tempo, ou seja aquilo que me faz hoje pode não me fazer amanhã e assim por diante, logo isso nos leva novamente a pergunta o que é felicidade?
       Como já deve ter notado essa é uma pergunta individual de cada ser e esta restrita ao momento em que esta sendo perguntada, no entanto posso dar aqui minha definição genérica que claro pode não ser e não o é absoluta, mas como aqui não posso eu definir o que é felicidade para você logo vou me ater apenas a comentar os aspectos que considero para mim como relevantes nesse momento, felicidade é um instante no tempo em que você gostaria de continuar ali imóvel, alegre perene apenas admirando, porém como já foi dito mudamos com o tempo logo esse instante, que embora seja um instante que você deseje que não acabe, logo ao passar o tempo vai se transformar em um instante tedioso e assim por diante, partindo dessa linha de raciocínio fica evidente que estamos condenados a apenas desejar, desejar e buscar instantes felizes até que os mesmos se tornem entediantes, e assim como seres humanos desejam que seguimos em busca de dinheiro, conhecimento, casa, carro, namorada, família, explicações para o sentido da vida, objetos, lugares, momentos etc... Até quem um dia venhamos a acordar e entender que felicidade nada mais é que o simples aproveitar de instantes, o simples viver de forma alegre aquilo que a vida nos proporciona, sem ambições, sem desejos apenas satisfação de estar e sentir, apenas e simples existir, existir de forma consciente a aproveitar, cada momento, cada instante, cada conquista, cada desilusão com a consciência de quem compreende que tudo é passageiro e inconstante, mas sabendo que aqui, ali teremos momentos de alegria tão intensa que irão se tornar eternos em nossa memória, e logo serão momentos sem fim ainda que passados vividos e sentidos, logo felicidade é o puro e simples despertar da consciência para a alegria e aceitação de existir.