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Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Revolução Francesa


Por suas consequências e pela influência que exerceu na evolução dos países mais adiantados da Europa, a Revolução Francesa é considerada a mais importante no ciclo de revoluções burguesas da História e a França foi o primeiro país a derrubar sua monarquia absolutista (Antigo Regime). O povo francês não podia mais tolerar um regime em que eram tantos os privilégios e os abusos. A monarquia absoluta representava um obstáculo à ascensão da burguesia, classe mais rica e instruída da nação. Os camponeses ainda viviam esmagados pelo sistema feudal imperante no campo. A nobreza e o alto clero possuíam as melhores e mais extensa propriedade, enquanto o campesinato vergava sob peso dos impostos reais, do dízimo eclesiástico e dos direitos senhoriais.

A sociedade Francesa

A sociedade francesa era composta por cerca de 25 milhões de pessoas e dividia-se em três Estados ou Ordens: o clero, a nobreza e o terceiro estado composto pela burguesia, artesãos e camponeses.

• Primeiro Estado-> Constituído pelo clero composto por cerca de 120.000 pessoas. Tinham inúmeros privilégios, além de receberem o dízimo.

• Segundo Estado-> Constituído pela nobreza, eram cerca de 350 mil pessoas. Existiam os nobres que ficavam no palácio junto ao rei e a nobreza dos campos, composta pelos senhores da terra.

•Terceiro Estado-> Formando pelo restante da população, totalizando aproximadamente 25 milhões, dividia-se em alguns grupos: camponeses, burguesia, artesãos e as camadas populares da sociedade.


O Absolutismo

O poder do rei não podia, pelo menos teoricamente, sofrer limitações. A assembleia que representava a nação os estados gerais compostos da nobreza, do clero e do chamado Terceiro Estado, isto é, daqueles que não pertenciam às duas primeiras classes desde 1614 não era convocada. Não havia liberdade religiosa, nem de imprensa. Com uma simples ordem, o rei podia mandar efetuar prisões discriminatoriamente. A justiça ainda adotava a tortura; o poder real apoiava-se na nobreza e no clero; O parlamento, principal corte de justiça, frequentemente entrava em conflito com o soberano. Assistindo-lhe o direito de criticar os editos reais, podia mesmo recusar-se a reconhecê-los. Nessa disputa, o povo sempre se colocava ao lado do Parlamento.
Uma das instituições do regime monárquico que, por sua impopularidade, contribuiu bastante para a queda do regime foi a Corte. Dos seus numerosos componentes, cerca de 16.000 estavam a serviço do rei, enquanto os demais eram cortesãos sem função definida. Outra grave falha do regime era a falta de unidade administrativa. Os impostos variavam de província para província, e cada uma destas mantinha suas instituições próprias e suas leis. Funcionavam várias organizações judiciais: além dos tribunais reais, havia os pertencentes aos senhores de terra, os das municipalidades e os da igreja.
A desorganização fiscal e os gastos supérfluos se refletiam desastrosamente nas finanças. O orçamento era constantemente deficitário, e os impostos cobrados arbitrariamente. O princípio da desigualdade imperava também nos meios eclesiásticos, onde o alto clero, constituído exclusivamente de nobres, possuía cerca de 6% das terras do país e reservava para si a maior parte da receita da igreja. A nobreza gozava de numerosos privilégios, não pagavam tributos, somente seus membros tinham acesso aos cargos da corte, aos comandos militares e as dignidades eclesiásticas. Em suas propriedades, conservavam ainda os direitos feudais: contribuições em gênero ou em trabalho, pagamento pelo uso de moinhos, fornos, etc. Entregue, porém, a uma vida de dissipação e impedida de exercer atividades consideradas menos dignas, essa nobreza começava a entrar em decadência e corrupção. Sentindo-se ameaçada pela burguesia, suscitou um movimento de reação, a fim de conservar seus privilégios. Conseguiu excluir do alto clero, do parlamento e dos postos mais altos da carreira militar aqueles cuja nobreza não fosse superior a quatro gerações.

Ascensão da Burguesia

Com o desenvolvimento do comércio, da indústria e da finança, a burguesia prosperava. Era já considerável o movimento dos principais portos franceses, que se enriqueciam com o comércio das Antilhas e com o tráfico de escravos. A indústria também se desenvolvia. Os produtos franceses eram famosos em toda a Europa. Notável era a igualmente o progresso das indústrias têxtil, metalúrgica e de mineração. Embora o grosso da produção industrial ainda dependesse do artesanato, já começavam a surgir as primeiras grandes fábricas capitalistas, empregando máquinas modernas. Era natural, portanto que a burguesia não se conformasse em ser relegada a uma posição secundária na vida política do país. Ademais, a má administração das finanças públicas afetava diretamente seus interesses. A burguesia esperava por uma mudança de regime que lhe permitisse participar da administração, a burguesia era assim a principal interessada na revolução.
A classe operária crescia com o progresso industrial, e já começava a reivindicar maiores salários e melhores condições de trabalho. Mas ainda não era suficientemente numerosa, nem dispunha de organização para aspirar a direção do movimento revolucionário.
Mais grave era ainda o problema agrário. O campesinato representava nove décimos da população total. Embora a maioria dos camponeses fosse livre, somente uma pequena parcela podia manter-se com a produção da terra e apresentava um padrão de vida relativamente elevado. Os pequenos proprietários viviam esmagados pelos impostos e eram obrigados a dedicar-se à produção artesanal, a fim de subsistir. As amplas massas do campesinato, não possuindo terras, eram desta maneira forçadas a trabalhar nas propriedades dos grandes senhores, como arrendatários ou foreiros.

Fermentação Revolucionária

A estrutura agrária obsoleta não atendia as novas exigências de uma população que se expandia com o progresso industrial e mercantil. Reclamavam-se medidas capazes de aumenta a produção agrícola, que mal chagava para alimentar a população. Assim, as condições eram propícias a fermentação de ideias revolucionárias. Enorme era a influência de Voltaire e, principalmente, de Rousseau, cujo livro Contrato Social era lido e aplaudido em praça pública. Inspirados nas ideias de Rousseau, os revolucionários passaram a defender o princípio da soberania popular e da igualdade de direitos. O exemplo da Revolução Americana 1776 também muito contribuía para exaltar a opinião pública francesa.
Dentro os intelectuais progressistas da época, além de D'Alembert, Torgo e Diderot, sobressaiu-se o Abade Mably, considerado o profeta e o conselheiro da revolução, que chegou a preconizar a propriedade coletiva da terra. Foi, entretanto, Condocet quem conseguiu exprimir com fidelidade as aspirações revolucionárias da época. Batia-se pela liberdade econômica e chegou a elaborar o princípio dos direitos do homem. Contudo, a elite intelectual revolucionária não pretendia aplicar o princípio igualitário até suas últimas consequências. Os mais radicais defendiam a monarquia republicana. Segundo pensavam, a massa ignorante não estava preparada para participar do poder. Não obstante, o povo pobre era atraído para causa revolucionária diante das promessas de igualdade e fraternidade.
As vésperas da Revolução, agrava-se a crise econômica. O único meio de estabelecer o equilíbrio seria suprimir os privilégios e decretar a igualdade de todos diante do "fisco". Mas para isso era necessário enfrentar a oposição dos nobres, e o governo monárquico não tinha forças para tanto.

A crise Econômica

Nomeado ministro das Finanças em 1783, Charles Alexandre de Calonne tentou solucionar a crise por meio de empréstimos sucessivos. Quando já não pode conseguir empréstimos, pensou em realizar reformas, a fim de obrigar os privilegiados a pagar impostos. Sabendo que seus projetos seriam rejeitados pelos Parlamento, apelou para a convocação de uma assembleia notável, composta de grandes senhores, príncipes, magistrados e conselheiros de Estado. A assembleia de reuniões em 1787, rejeitou as ideias de Calonne, logo destruído por Luiz XVI. O novo ministro das Finanças, Loménie de Brienne, sugeriu aos notáveis as mesmas medidas já propostas por seu antecessor, mais foi igualmente derrotado. Brienne submeteu então, seu plano ao Parlamento de Paris, que aprovou algumas reformas, mas derrubou as mais importantes, como a que instituía o imposto territorial.
Luiz XVI entrou em choque com o Parlamento e este fez publicar, em maio de 1788, uma decisão que valeu como verdadeira declaração de direitos da nação. O povo tomou o partido dos parlamentares, e o soberano acabou por decretar o recesso compulsório para o Parlamento. A crise se aprofundou e, premido pela gravidade da situação, Luís XVI cedeu, substituindo Brienne por Necker, homem muito popular, e convocando os Estados Gerais.
Depois de acessos debates sobre a proporcionalidade dos representantes das 3 classes nos Estados Gerais, o rei decidiu atender ao clamor público e concedeu o Terceiro Estado contasse com tantos representantes quanto as outras duas classes reunidas e que fossem periodicamente convocados para deliberar sobre despesas e impostos.
Mas a crise econômica continuava agravando-se. A indústria têxtil era duramente atingida pela concorrência inglesa, o número de desempregados elevava-se a cerca de 200.000, os camponeses famintos assaltavam os celeiros e se recusavam a pagar os direitos feudais. Em Paris, cuja população era de 650.000 habitantes, mais de 120.000 indigentes perambulavam pelas ruas. Na França os aumentos de impostos trouxeram várias revoltas, o trigo era o principal ingrediente para se fazer o pão, porém com o aumento gigantesco do imposto fez com que a população não tivesse acesso ao pão, muitos morriam de fome por não ter nada para comer, e o inverno rigoroso que se aproximava fez gerar alguns conflitos, pessoas roubavam padarias, estabelecimentos para conseguir pão para matar a fome, em média os Franceses comiam quase 1 kg de pão por dia.

A queda da Bastilha

Nas eleições para os Estados Gerais, os patriotas obtiveram a maioria. Logo na primeira sessão, os representantes do Terceiro Estado desentenderam-se com os aristocratas. Depois de negociações infrutíferas, os primeiros resolveram deliberar sozinhos, na qualidade de representantes de 96% da nação, e declaram-se Assembleia Nacional, soberana em matéria de impostos. Essa medida praticamente retirava ao rei o poder sobre as finanças e se constituiu no primeiro ato revolucionário. Luiz XVI hostilizou o Terceiro Estado, tentando anular suas deliberações, mas antes a sua resistência foi obrigado a ceder, a partir de então, a Assembleia se declarava Assembleia Constituinte, destruindo com isso o poder absoluto da monarquia. Instigado pela rainha e pelos que os cercavam, o soberano preparou-se para reagir e reuniu tropas em torno de Paris, e Versalhes. Circulavam boatos sobre a dissolução da Assembleia. O rei recusou-se a dispersar as tropas a pedido dos constituintes e demitiu Necker. Paris levantou-se em defesa da Assembleia. Camille Desmoulins incitou o povo a reagir e encabeçou uma passeata de protesto. Organizou-se, a 13 de julho, um comitê permanente que reuniu 12.000 homens, constituído uma milícia para a defesa de Paris. Era o primeiro núcleo da Guarda Nacional. No dia seguinte, 14 de julho, a agitação cresceu. O povo tentando se armar pegou maior número de armas possíveis, onde recolheram canhões e proximamente 28 mil armas de fogo (pistolas e baionetas). Em seguida, se dirigiu a Bastilha à procura de mais armas e pólvoras. Depois de algumas horas de luta, a massa invadiu a fortaleza da Bastilha e massacrou seus defensores. A queda da Bastilha teve importância decisiva para a Revolução. O povo tomou a Bastilha, porque ela era o símbolo das injustiças e o poder do antigo regime. O povo destruiu a Bastilha, desmanchando tijolo por tijolo.
E o rei capitulou. A 15 de julho anunciava aos deputados a dispersão das tropas, e no dia seguinte chamava Necker a reassumir o ministério das Finanças. Enquanto os familiares do soberano emigravam, Luís XVI e Maria Antonieta dirigiam-se a Paris, numa tentativa de pacificar a cidade.
O Soberano sancionou todas as medidas adotadas pelos revolucionários. Esses acontecimentos repercutiram em toda a França e, nos Departamentos, constituíram-se novas municipalidades e organizaram-se novas milícias populares.

Marcha para Versalhes

Após a queda da Bastilha, espalharam-se por todo o país boatos alarmantes. Falavam numa conspiração dos aristocratas para retomar o poder e que eles em uma festa ridicularizaram a revolução, e pisaram na bandeira da revolução.
Com esses boatos os camponeses começaram, então, a se rebelar, atacando os castelos e recusando-se a pagar os direitos feudais. A insurreição no campo chamou a atenção da Assembleia Constituinte para o problema agrário. Reunida no dia 4 de agosto, foi decidido finalmente suprimir os direitos feudais, os privilégios fiscais e a venalidade dos cargos. Em 26 de agosto a Assembleia Constituinte votou a Declaração Universal dos Direitos do Homem e começou a discutir a quando Luiz XVI se recusou a sancionar os decretos em 4 de agosto, e chamou as tropas de volta a Versalhes.
Versalhes era a cidade onde moravam a monarquia e nobreza francesa, ficava aproximadamente 20 km de Paris, distante de toda pobreza e problemas franceses.
A fome contribuía para aumentar o desespero das massas. Em 5 de outubro, uma multidão cheia de raiva dirigiu-se a Versalhes, clamando por pão e exigindo do rei a aprovação dos decretos de 4 de agosto. Luís XVI prometeu providenciar alimento e sancionar os decretos, os revolucionários acamparam a noite. Mas devido à demora da resposta do rei, no dia seguinte as massas invadiram o castelo, as mulheres queriam matar Maria Antonieta, mas está correu para os aposentos do marido, o rei Luís XVI e foi salva, os revolucionários pressionaram diretamente o soberano, queriam que ele fosse para Paris para viver próximo de seus súditos, então Luís XVI que prometeu para acalma-las, instalar-se em Paris, os soldados que defendiam o Castelo de Versalhes foram mortos e decapitados, a monarquia foi escoltada até Paris, nunca mais voltando para Versalhes.

A Constituição

No início a revolução, se dividia na Assembleia em duas facções: os aristocratas e os patriotas. Mas com o desenrolar dos acontecimentos, os dois grupos se dividiram. Os patriotas em monarquistas, que temendo a ascensão do movimento popular, desejam fortalecer o poder real, e os constitucionais, que pretendiam limitar o poder do rei sem aboli-lo; e um pequeno grupo extremado que, desconfiando de Luiz XVI, procurava restringir ao máximo suas atribuições. A luta política não se tratava somente na Assembleia. Havia também os clubes dos Jacobinos, onde se encontravam os deputados patriotas e a elite burguesa revolucionária. Os debates se tratavam também através dos jornais. Enquanto a aristocracia se manifestava por intermédio do Petit Gauthier, na extrema esquerda o jornalista Jean-Paul Marat radicalizava através do jornal L'Ami du Peuple, em tradução "amigo do povo", Marat queria que aqueles que fossem contra a revolução pagassem caro.
Passados os momentos de maior agitação, restava a Assembleia tomar medidas que remediassem a crise financeira e reorganizassem a vida constitucional do país. Como medida extrema, decidiu lançar mão dos bens do clero. Emitiu 400.000 em apólices, reembolsáveis em bens eclesiásticos e determinou que essas apólices, circulassem como moeda sonante. Com a emissão das apólices, o custo de vida subiu, além do mais, o Estado foi sendo forçado a emitir mais e mais em 1791, já havia um bilhão de 800 milhões em apólices em circulação.
A Constituição foi concluída em 1791, e seguindo o exemplo dos americanos, os constituintes encabeçaram-na com uma declaração dos direitos do homem, que valia como uma exposição dos princípios filosóficos da Revolução. Os mais importantes foram: o princípio da soberania do povo e o da separação dos poderes; e os fundamentais que são igualdade, fraternidade e liberdade. Sendo maioria na Assembleia, a burguesia ditou os princípios que nortearam a Constituição, de acordo com os seus interesses de classe, preocupando-se, ao mesmo tempo, em restringir o poder real e conter as reivindicações das massas populares. Escolheu o regime representativo: o povo não poderia influir diretamente no governo. Nem todos podiam votar. Dividindo os cidadãos em duas categorias: cidadãos ativos e cidadãos passivos; a Constituição outorgou o direito de voto somente aos primeiros. A base para a distinção entre as duas categorias era a fortuna. Os deputados deveriam ser escolhidos entre os proprietários que pagassem contribuição equivalente a 50 dias de salário. Desse modo, os plenos direitos políticos ficavam reservados aos ricos. O poder Judiciário era confinado a juízes eleitos e o Poder Executivo a um monarca hereditário. A Assembleia Legislativa, eleita por dois anos, era indissolúvel, sendo o poder preponderante no novo regime. Ao soberano cabia sancionar as leis, dirigir a política externa e usar o veto suspensivo, pelo qual podia recusar-se a sancionar uma lei durante duas legislaturas sucessivas.
A Constituição estabeleceu a igualdade de impostos, secularizou o matrimônio, o registro civil e a instrução pública. Para evitar agitação operária, devida a crise econômica e ao desemprego, a Assembleia votou uma lei proibindo as associações profissionais. A queda do antigo regime trouxe poucas vantagens na verdade, para o trabalhador. Nem os camponeses pobres também foram beneficiados como esperavam.

A Contrarreforma.

Por tudo isso, o novo regime teve de enfrentar grandes dificuldades. Greves operárias, descontentamentos entre os camponeses, desentendimentos entre oficiais nobres e soldados patriotas. Os choques das diversas tendências lançaram os moderados para o lado da aristocracia, contra aqueles que exigiam medidas mais democráticas. Surgiram, então, sociedades que defendiam ideias mais avançadas que as dos Jacobinos, como a que ficou conhecida por Clube dos Cordiliers, de que faziam parte Danton, Santerre, Marat, Desmoulins e Hebert. Todas as sociedades populares de Paris agruparam-se em 1791 numa federação e apresentaram a Assembleia a reinvindicação do sufrágio universal. Nessas sociedades propagavam-se os ideais republicanos e discutia-se a questão agraria. A medida que as massas se iam radicalizando, a grande burguesia, temendo as ideias avançadas, agrupava-se em um "partido de conservação social". O governo revolucionário tinha de enfrentar também batalhas nas fronteiras da França. Áustria e Prússia queriam salvar a família real francesa do confinamento, pois Maria Antonieta era uma arquiduquesa da Áustria antes de se casar com Luís XVI. No começo, ambos países como Áustria e Inglaterra permaneceram neutros por verem na Revolução apenas o enfraquecimento da França, mas tão logo sentiram a ameaça de propagação dos ideais revolucionários em seus próprios domínios, passaram a auxiliar abertamente as tentativas de contrarrevolução.
Enquanto os exilados preparavam a guerra contrarrevolucionaria, Luís XVI e Maria Antonieta tentavam obter auxilio nas outras cortes da Europa. Entraram em contato com Marques de Boille, que concentrara tropas em Metz. Na noite de 20 de junho de 1791, a família real se disfarçou de serviçais e tentaram fugir para Áustria, conseguiram sair com sua família das Tulheiras, mas durante a viagem próximos a fronteira francesa com a Áustria foram descobertos e presos em Varrenhes. A Assembleia suspendeu provisoriamente os poderes do soberano.
Esse incidente foi de grande importância, pois serviu para estimular as ideias republicanas. O Clube dos Cordeliers solicitou a Assembleia que proclamasse a Republica, mas esta não acedeu e recusou-se de levar Luís XVI a julgamento, tentando mesmo inocenta-lo. Os partidários da Republica promoveram uma manifestação no Campo de Marte e foram dispersados a tiros pela Guarda Nacional de Lafayette, que de volta dos EUA, se incorporou a correndo dos moderados. Estes dominaram a situação. Submeteram a Constituição ao soberano, reforçaram lhe aos poderes e concederam, a seu próprio pedido, a anistia geral. Em 30 de setembro, a Assembleia Constituinte encerrava seus trabalhos. E logo em seguida, em 1 de outubro, a Assembleia Legislativa reuniu-se, dívida entre os Feuillants, que defendiam a monarquia, os Independentes, que desejavam salvar a Revolução, e os Jacobinos, dispostos a destruir o rei, se este atentasse contra a Constituição.

A Convenção.

A exaltação cresceu com a divulgação do Manifesto de Brunswick, chefe dos exércitos austro-prussianos, que exigia respeito a Luís XVI e ameaçava o povo francês. Robespierre instigou o povo a exigir da Assembleia a deposição do rei. Com a recusa desta, na noite de 9 de agosto os insurretos declaram dissolvida a Comuna Legal. Mandat, chefe da Guarda Nacional, preparou a defesa a defesa das Tulheiras, mas, convocado ao Hotel de Ville pela Comuna Insurrecional, foi preso e linchado. Senterre o substitui, no dia seguinte 10 de agosto o povo marchou sobre as Tulheiras e Luiz XVI e sua família pediram proteção à Assembleia. A luta nas Tulheiras durou mais de duas horas e terminou com a vitória da insurreto. A assembleia se declarou dissolvida, delegou ao povo sem distinção o direito de eleger uma convenção e proclamou o impedimento do rei. O poder executivo passou então a ser exercido por um conselho provisório, do qual era membro e verdadeiro chegue Danton. As principais medidas adotadas, a partir de 10 agostos, foram, além da instituição do sufrágio universal, a extinção efetiva dos direitos feudais e venda dos bens confiscados aos emigrados. A comuna de Paris passou a dirigir os acontecimentos e a impor sua vontade ao Legislativo, que, por exigência dela, mandou aprisionar a família real na Torre do Templo. O conflito entre o Comuna e o Legislativo se aprofundou. A primeira seguia Robespierre e seus partidários, e a segunda obedecia às ordens de Brissot e dos Girondinos. A notícia que o inimigo invadira Lorena e tomara Longwy e Verdun sobressaltou Paris. O povo decidiu fazer justiça com as próprias mãos, invadiu as prisões e depois de julgamentos sumários executou os presos considerados traidores. Dois partidos debatiam-se na Convenção: os Girondinos e os Montanheses. Os principais líderes da Gironda eram Vergniaud, Brissot, Condorcet e Petion. Robespirre, Danton e Marat lideravam os Montanhesses.

TERROR

Guilhotina: A guilhotina foi um instrumento utilizado durante a Revolução Francesa para aplicar a pena de morte por decapitação. O aparelho é constituído de uma grande armação reta (aproximadamente 4 m de altura) na qual é suspensa uma lâmina losangular pesada (de cerca de 40 kg).
Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa: em certas decapitações, o machado não cumpria seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.
Ficou conhecida como "navalha nacional".
Na Revolução Francesa, o Período do Terror, ou simplesmente O Terror, foi um período compreendido entre agosto de 1792 (queda dos girondinos) e 27 de julho de 1794 (prisão de Maximilien de Robespierre, ex-líder dos Jacobinos) que foi um precursor da ideia de um Terrorismo de Estado nos séculos posteriores[1]. Durante esse período as garantias civis foram suspensas e o governo revolucionário, controlado pela facção da Montanha dentro do partido jacobino, perseguiu e assassinou seus adversários, cerca de 17.000 pessoas foram guilhotinadas. O Terror durou aproximadamente um ano, de meados de 1793 a meados de 1794. Até dezembro de 1794, foram mortas mais de 5.000 pessoas na guilhotina.
O que inicialmente era uma perseguição velada aos girondinos tornou-se uma perseguição geral a todos os "inimigos" da Revolução, inclusive alguns elementos jacobinos ou que sempre haviam apoiado a mesma, como Danton. O Comitê de Salvação Pública era o órgão que conduzia a política do terror; sua figura de maior destaque foi Robespierre.
O grande terror foi o período da revolução cuja quem tivesse ideias contrarias a revolução poderia ser mandando para a guilhotina.
Vizinhos contra vizinhos, um suspeitando do outro.
O terror termina com a morte de Robespierre, um dos pais da revolução foi morto alvo da própria guilhotina.


O calendário revolucionário francês ou calendário republicano.

 Foi criado pela Convenção Nacional em 1792, durante o revolucionário para simbolizar a quebra com a ordem antiga e o início de uma nova era na história da humanidade. O calendário tinha características marcadamente anticlericais, ou seja contra a igreja, e baseava-se no ciclo da natureza.
O calendário vigente à época na França era o mesmo que utilizamos hoje em dia, o calendário gregoriano. O calendário gregoriano era uma atualização do calendário juliano, feita pelo papa Gregório XIII em 1545. Os domingos, por serem dias destinados às práticas religiosas católicas, e os feriados da Igreja deveriam ser abolidos. Assim como os meses do ano deveriam ser alterados, pretendendo uma utilização universal do novo calendário.
A tarefa de criar o novo calendário ficou a cargo do matemático Gilbert Romme. O novo calendário era também um calendário solar, dividido em 12 meses. A alteração apresentada por Romme foi colocar todos os meses com 30 dias, com três semanas de 10 dias cada uma. As semanas receberam o nome de decâmeros ou décadas. Os dias receberam nomes distintos, de animais, plantas e minerais e não se repetiam no mesmo ano.
Os cinco dias que sobrariam dentro dos 12 meses seriam transformados em feriados nacionais no final do ano. Seriam os feriados dos sans-culottes, em homenagem aos membros das classes populares francesas. Nos anos bissextos, utilizados para adequar a contagem do tempo do calendário aos movimentos celestes, mais um dia de feriado seria comemorado.

Os revolucionários franceses pretenderam também alterar a contagem do tempo durante os dias. Não haveria mais as 24 horas. O dia seria dividido em 10 horas. Cada hora teria mais cem unidades e cada uma dessas unidades seriam ainda subdivididas em outras cem partes. Uma hora do dia do calendário revolucionário representaria 2 horas e 24 minutos do nosso dia. Quanta confusão para os relojoeiros! Em virtude da dificuldade causada pela alteração da contagem das horas do dia, essa parte da proposta foi abandonada em 1795.

Robespierre

Corria o ano de 1758 na cidade de Arras, no interior da França, quando nasceu Robespierre. Sua família fazia parte da pequena burguesia e nem imaginava que aquela criança seria chamada de “o incorruptível” e se transformaria num dos principais personagens da revolução que mudou seu país. Naquela época a França estava mergulhada no Absolutismo e o rei governava com poder absoluto, apoiado pela nobreza e pelo clero que gozavam de privilégios. Cresce, porém, no fim do século o descontentamento dos camponeses e da burguesia, começam os protestos pelo fim dos privilégios e um clima de revolta se estabelece. Incapaz de encontrar solução para o estado de calamidade econômica e social, Luiz XVI convoca os Estados Gerais para resolver a falência das finanças. Ele não sabia ainda que seu fim estava perto. Mas voltemos a Robespierre. Tendo perdido a mãe muito cedo e depois abandonado pelo pai, nosso personagem concentra-se nos estudos e logo o veremos em Paris, cursando Direito graças a uma bolsa de estudos. Já como jovem advogado, retorna para Arras, onde ganha fama ao defender os pobres contra as arbitrariedades da justiça e por sua austeridade e dedicação passa a ser chamado de “o incorruptível”. Bom orador, é eleito deputado em 1789 para representar sua cidade na Assembleia dos Estados Gerais às vésperas da revolução. Na Assembleia torna-se líder do partido jacobino, facção política radical e representante dos interesses da pequena burguesia. A essa altura, a revolução já está instalada, com o povo tomando o poder e abalando a estrutura estabelecida. Cabeças começam a rolar. No auge da revolução, os jacobinos, liderados por Robespierre, implantam um regime de terror. Membros da nobreza e do clero são mortos e até os Girondinos, facção moderada dos revolucionários, são acusados de não defender a revolução. Por consequência vários de seus simpatizantes são guilhotinados.
Robespierre passa a fazer parte do Comitê da Salvação Pública e personifica a revolução em sua faceta mais feroz na busca dos ideais de igualdade e liberdade. A ideia era que os inimigos do povo tinham que ser eliminados a qualquer custo. Mas acabou vítima de seu próprio veneno. Em julho de 1794, um golpe engendrado pelos Girondinos para reconquistar o poder acaba com o Comitê e Robespierre e seus companheiros são presos e decapitados. Iniciava-se uma nova fase na revolução e muitas transformações começariam a ocorrer com repercussão pelo mundo afora.
Mas os atos desse personagem controvertido entraram para a história. Ora como o defensor dos oprimidos e advogado intransigente dos ideais democráticos, ora como um dos primeiros ditadores sanguinários da era moderna. A verdade é que até hoje as opiniões se dividem.
No entanto, o elevado custo de vida continuava provocando descontentemente. Desde que entrara para o Comitê de Salvação Pública, Robespierre tornara-se o verdadeiro chefe do governo. Tinha contra si duas correntes: os ultrarrevolucionários: hebraístas e os moderados: dantonistas. Os primeiros exigiam medidas cada vez mais radicais e falavam até em revolucionar toda a Europa, instituindo a "Republica Universal". Os segundos, ao contrário condenavam os excessos do Terrosa e desejavam o fim da ditadura revolucionária. Robespierre decidiu esmagar as duas facções. Descobrindo uma conspiração dos hebraístas, mandou-os a guilhotina em março de 1794. Pouco depois, os moderadores eram ousados de conspirar. Danton e seus amigos foram presos e guilhotinados. Apoiado por Saint-Just, Robespierre pôs em pratica medidas visando dar solida base democrática a Republica: a redistribuição parcial da propriedade e leis de amparo social.
Temendo, porém, nova conspiração, Robespierre exigiu a aprovação da chamada Lei Prairial, que acelerou as execuções e deu a esse período o nome de Grande Terror.
Os inimigos de Robespierre aproveitaram-se das vitorias em Fleurus, para explorar o descontentamento do povo e da Convenção contra o excesso de execuções. Robespierre não tomou consciência do risco que corria, pensando contar com o apoio da Convenção. Na sessão no dia 27 de julho, seus inimigos acusaram ao mesmo tempo que o impediram de falar. Ao fim da agitada reunião, a Convenção decretou a sua prisão e a de seus amigos. A Comuna se rebelou, mas grande parte da Guarda Nacional negou-lhe apoio. Desorientados, os partidários da Comuna se dispersaram, e a Convenção reuniu as tropas dos moderados. Mas não houve necessidade de luta. Robespierre e seus colaboradores foram guilhotinados em 28 de julho de 1794.

Reação Termidoriana.

Iniciou-se, então, a chamada Reação Termidoriana, liberada pelos moderados. O Tribunal Revolucionário enviou a guilhotina 16 carros repletos de terroristas. Os Comitês de Salvação da Republica foram dominados, a Lei Prairial revogada e o Clube dos Jacobinos fechado. Os Girondinos, que haviam sido proscritos da Assembleia, foram chamados a reassumir seus postos, enquanto os emigrados voltaram em assa. Por três vezes as massas populares invadiram a Assembleia, sendo, porém, rechaçadas pelas tropas fiéis ao governo. A partir de então a repressão tornou-se violenta. Os extremistas passaram a ser caçados de norte a sul do pais. Era o Terror Branco, os realistas ainda tentaram voltar ao poder, mas foram esmagados.

O Diretório.

Não suportando mais a guerra, a Europa reconheceu a República Francesa. Mas a situação econômica da França continuava caótica. Antes de desaparecer, a Convenção definiu o novo regime. Tendo sido abolida a Constituição de 1793, elaborou outra, reacionária, que revogava o sufrágio universal dividindo os eleitores segundo sua contribuição e impostos. Criou o Diretório, poder Executivo de cinco membros, sendo um deles substituído anualmente. Os realistas ensaiaram uma nova reação, mais foram reprimidos por Barras, auxiliado por Napoleão Bonaparte, jovem general de brigada. Como recompensa a Convenção nomeou Barras diretor, e a Bonaparte, general da divisão e comandante do exército interno. E em 26 de outubro de 1795 encerrou seus trabalhos. O Diretório ainda durou quatro anos, no decorrer dos quais enfrentou a ameaça, ora dos Jacobinos, ora dos Realistas. Os primeiros agrupavam-se em torno de Bebeuf, que sonhava com um comunismo integral e fundou a Sociedade dos Iguais. A partir de então sucedem-se os golpes de Estado. O de 18 do Frutidor em 4 de setembro de 1797m dirigido por 3 membros do Diretório, auxiliados por Bonaparte, contra os Realistas, em seguida, o golpe de 22 de floreal em 4 de maio de 1798 desferido contra os Jacobinos.
Enquanto o Diretório se desgastava em lutas intestinas, Bonaparte fortalecia-se em consequências no exterior, passando a ser considerado como o único homem capaz de restabelecer a ordem. Teve assim Bonaparte condições para de fechar o golpe de Estado do 18 do Brumário em 9 de novembro de 1799, por meio do qual assumiu o poder e inaugurou uma nova era em que consolidaria definitivamente as conquistas da Revolução.



NASCIMENTO DO CONCEITO DIREITA E ESQUERDA

• Os Girondinos, republicanos moderados, principalmente da alta burguesia e nobres liberais, sentavam-se à direita na Assembleia Legislativa. Tinham por objetivos instituir medidas que controlassem a agitação popular e devolvessem a estabilidade política e social à França.
• Os Jacobinos, formado por membros da pequena burguesia, sentavam-se à esquerda na Assembleia Legislativa e defendiam o ideal de uma sociedade igualitária. Porém, foi durante o período que estiveram à frente da Revolução que aconteceu a maioria das execuções. Entre eles destacavam-se Marat, Robespierre e Danton.

O uso político dos termos esquerda e direita é referenciado na Revolução Francesa, em 1789, quando os liberais girondinos e os extremistas jacobinos sentaram-se respectivamente à direita e à esquerda no salão da Assembleia Nacional.

Os direitistas pregavam uma revolução liberal, a abolição dos privilégios da nobreza e estabeleceram o direito de igualdade perante a lei. Os esquerdistas também defendiam o fim dos privilégios para nobreza e clero, mas eram favoráveis a um regime centralizador

Principais personagens da Revolução Francesa

Luís XVI.

Luís XVI (Versalhes, 23 de agosto de 1754 – Paris, 21 de janeiro de 1793) foi Rei da França e Navarra de 1774 até ser deposto em 1792 durante a Revolução Francesa, sendo executado no ano seguinte. Seu pai, Luís, Delfim de França, era o filho e Herdeiro aparente do rei Luís XV de França. Como resultado da morte de seu pai, em 1765, Luís se tornou o novo delfim e sucedeu seu avô em 1774.
Nascido em Versalhes, recebeu o título de Duque de Berry. Após a morte repentina de seu pai Luís Fernando, tornou-se o novo herdeiro da França em 1765, e coroado rei aos 19 anos. A primeira parte de seu reinado foi marcada por tentativas de reformar a França, de acordo com os ideais iluministas.
Era visto como um rei indeciso e tímido, casou se muito cedo com apenas 15 anos.
Os franceses desejavam que os reis constituíssem dessedentes, mas o rei Luís XVI não tinha um apetite sexual forte, sofria com problemas de fimose, e sua dificuldade e demora por fazer dessedentes fez com que fosse ridicularizado por seus súditos.
Foi julgado pela Convenção Nacional (auto instituída como um tribunal para a ocasião), considerado culpado de alta traição e executado na guilhotina em 21 de janeiro de 1793 como um cidadão francês de sacralizado conhecido como "Cidadão Luís Capeto", um apelido em referência a Hugo Capeto, o fundador da dinastia capitania – que os revolucionários interpretavam como o nome de família do rei. Depois de inicialmente considerado tanto um traidor como um mártir, historiadores franceses têm adotado uma visão geral diferente de sua personalidade e papel como rei, descrevendo-o como um homem honesto impulsionado por boas intenções, mas que não estava à altura da tarefa hercúlea que teria sido uma profunda reforma da monarquia. Foi o único rei da França na história a ser executado, e sua morte pôs fim a mais de mil anos de monarquia francesa contínua.

Maria Antonieta.

Maria Antonieta, foi uma arquiduquesa da Áustria e mais tarde se tornou rainha consorte da França e Navarra. Casou se com 14 anos com Luís XVI, era uma tentativa de reconciliação de paz entre o Reino Frances e do Reino Austríaco.
Ela era detestada pela corte francesa, onde era chamada L'Autre-chienne (uma paronomásia em francês das palavras autrichienne, que significa "mulher austríaca" e autre-chienne, que significa "outra cadela"), Maria Antonieta também ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de perdulária e promíscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.
Sua beleza causava inveja as outras mulheres.
Depois da fuga de Varennes, Luís XVI foi deposto e a monarquia abolida em 21 de setembro de 1792; a família real foi posteriormente presa na Torre do Templo. Nove meses após a execução de seu marido, Maria Antonieta foi julgada, condenada por traição, e guilhotinada em 16 de outubro de 1793.
Após sua morte, Maria Antonieta tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários livros, filmes e outras mídias. Alguns acadêmicos e estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento frívolo e superficial, atribuindo-lhe o início da Revolução Francesa; no entanto, outros historiadores alegam que ela foi retratada injustamente e que as opiniões a seu respeito deveriam ser mais simpáticas, em seu julgamento foi acusada de incesto com um dos seus filhos, porém ela se defendeu e apelou para as mulheres presentes que nunca tinha feito tais coisas, pois o amor era de mãe e filho, e isso era uma grande mentira; na hora os que estavam presente se comoveram, porém mesmo assim ela foi guilhotinada.

Jean-Paul Marat

Jean-Paul Marat (1743-1793) foi um médico, filósofo, teórico político e cientista mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. Seu trabalho era conhecido e respeitado. Sua persistente perseguição, habilidade de orador e seu incomum poder preditivo levaram ele à confiança do povo e fizeram dele a principal ponte entre eles e o grupo radical jacobino.
Marat tinha problemas de saúde, e por esse motivo tomava banhos medicinais em sua banheira, onde trabalhava ao mesmo tempo escrevendo artigos para o jornal L'Ami du Peuple. Morreu apunhalado no coração com uma lâmina enquanto estava dentro de sua banheira por uma camponesa que o considerava responsável por todas aquelas mortes.

Georges Danton

Georges Jacques Danton (1759-1794) foi um advogado e político francês que se tornou figura destacada nos estágios iniciais da Revolução Francesa. Tornou-se membro da “Sociedade dos Amigos da Constituição”, que deu origem ao Partido Jacobino, organização política radical representante dos anseios das camadas populares. Integrou a Convenção Nacional e depois chefiou o Comitê de Salvação Pública. Morreu guilhotinado no período do Terror, acusado de conspiração.

Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi dirigente efetivo da França a partir de 1799. O governo do Diretório foi derrubado na França sob o comando de Napoleão Bonaparte, que, junto com os girondinos, instituiu o consulado, primeira fase de seu governo. Este golpe ficou conhecido como Golpe de 18 Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano) em 1799.



FONTE:
    Revolução Francesa, Projeto Cultural 2000, página 220, edição única, ano 1999.
  Documentário Revolução Francesa History Chanel. <https://www.youtube.com/watch?v=tHkcp0f2kwc> acesso em 13 de nov.2016.